Quando surgiu

Desde quando começaram a ser usadas nos anos 90, as portas giratórias com detector de metais tiveram um grande impacto na redução dos atos criminosos contra bancos e outras instituições financeiras. De acordo com dados da Febraban – Federação Brasileira de Bancos – no ano 2000 foram registrados 1.903 assaltos a bancos no Brasil. Em 2010, com a ampla utilização da porta giratória, esse número caiu para 369.

O uso de portas giratórias é obrigatório para agências bancárias e instituições financeiras segundo Portaria DG-DPF 3233/2012 da Polícia Federal, onde é possível encontrar orientações sobre a execução do plano de segurança que estas instituições devem seguir. Para outros segmentos, o uso não é obrigatório, porém trouxe um novo cenário para as instituições no país. Regulamentada pela Polícia Federal, sua implementação foi uma revolução na questão de segurança e fez com que os índices de assaltos e demais ocorrências diminuíssem drasticamente.

Funcionamento

E ao contrário do que muitos pensam, seu funcionamento não é complexo: o sistema de detector de metais fica na parte externa da porta e reconhece metais por volume ou massa, além de indicar em qual parte – inferior ou superior – do corpo o objeto se encontra. Uma folha metálica grande, por exemplo, trava a porta por conta de seu volume, enquanto uma bolinha de metal ou outro material de metal maciço, por sua massa.

Dessa forma, ele impede que o visitante entre usando relógios, celulares, isqueiros, entre outros itens pessoais, mas também evita que pessoas más intencionadas levem armas, facas e demais objetos com o intuito de assaltar ou danificar a propriedade. Muitas empresas como bancos, aeroportos e terminais de justiça adotam o detector de metais (nem sempre acompanhado de porta giratória) para se tornarem menos vulneráveis a essas ações.

A partir do momento em que o detector identifica o metal, a porta é travada automaticamente e a função do vigilante é não liberar o visitante enquanto ainda estiver com metais em seu corpo ou seus pertences. O processo padrão para esse profissional é perguntar se a pessoa está portando algum objeto metálico. Se estiver, ele deverá sugerir que ela o retire, coloque na caixa lateral próxima a porta, retorne à faixa amarela e retome o procedimento.


Entenda os objetivos da segurança

Mesmo que a situação de ser barrado em uma porta giratória não seja tão confortável para um cliente ou visitante, é importante que todos compreendam que este é um procedimento benéfico para todos. O vigilante não está ali para barrar pessoas – essa é a função do detector de metais. O vigilante apenas orienta em relação à conduta definida pelo estabelecimento e garante que ela será cumprida, a fim de garantir proteção ao local.

E as empresas estão sempre pensando em formas de tornar essas passagens mais tranquilas. Além da maioria dos bancos hoje possuírem armários onde é possível guardar seus pertences antes de entrar, os profissionais que cuidam desse sistema também estão cada vez mais bem treinados para a função, orientando os visitantes com tranquilidade e transparência.

A porta giratória, assim como outros equipamentos adotados pelas instituições para assegurar a proteção de seus funcionários e clientes, só traz pontos positivos. A compreensão de todas as partes envolvidas apenas tende a melhorar a segurança e tornar esse processo ainda mais eficiente.

New Call-to-action