Embora os gestores tenham em mente que a redução de riscos está associada à imagem de câmeras, vigilantes e alarmes, a segurança patrimonial não se trata apenas disso. Os grandes especialistas na área de segurança privada afirmam que não é tão simples como parece. Essa é uma atividade complexa, que exige técnicas em planejamento estratégico para possibilitar as soluções certas a cada tipo de risco específico.

Diante dessa dificuldade, a falta de prestadores de segurança especializados faz com que as empresas que acreditam estar seguras, na verdade, estejam vulneráveis à diversos tipos de risco.

Para a que sua corporação não se encontre entre elas, é importante dar atenção aos pontos críticos de uma gestão de segurança privada a fim de que, posteriormente, não haja mais vulnerabilidades por falta de um bom projeto.

Top 4: como evitar falhas de segurança privada?

Para que você saiba como evitar falhas de segurança privada na sua corporação, vamos explicar, em 4 tópicos, como são elas e quais as possíveis soluções.

1) Erros no projeto

Todo projeto de segurança visa reduzir danos, perdas patrimoniais e ações criminosas de modo geral pelo bem-estar do local e dos colaboradores. Ele é confeccionado por meio de análises técnicas, que são realizadas por empresas de segurança especializadas. As quais detectam os pontos vulneráveis do ambiente corporativo e, a partir desta coleta de dados, se cria um plano de ação com foco na proteção de bens e na integridade física das pessoas que atuam na organização protegida.

Para que isso seja possível, dentro de um projeto, devem conter os seguintes itens básicos:

  • Diagnóstico sobre as necessidades da empresa;
  • Análise completa dos riscos e vulnerabilidades;
  • Checklist descritivo dos equipamentos necessários;
  • Passo a passo do processo de instalação das máquinas;
  • Tabela de valores e condições de pagamento;
  • Responsável pela elaboração do projeto e sua formação;
  • Responsável técnico e fornecedores de mão de obra.

Porém, somente esses itens não formulam um projeto. Dentro dele, também é necessário conter todos os tipos de bloqueios que serão usados - sejam eles no controle de acesso ou no monitoramento e vigilância de áreas externas ou de risco, como os locais com líquidos inflamáveis.

Um projeto deve contar também com a indicação de instalação de grades, cercas elétricas, CFTV, iluminação das áreas de acesso e risco, sensores fotoelétricos, plano de emergência, detectores de metal, meios de comunicação, sinalização, proteção de locais restritos e até outros itens que podem variar de acordo com a necessidade de cada empresa.

2) Falta de procedimentos

Os procedimentos de segurança privada tem como meta padronizar e orientar atividades de segurança dentro de uma corporação. Estes estão contidos em um documento formal da empresa terceirizada, que detalha minuciosamente as ações necessárias a serem tomadas para cada ocorrência em específico.

Ou seja, tais procedimentos expressam a forma correta de aplicar as atividades referentes à segurança patrimonial. Dentre eles, há instruções sequenciais e operações para a prática de uma segurança patrimonial e pessoal efetiva nas empresas.

Se trata de um documento organizacional, que traduz etapas do planejamento estratégico de segurança em ações concretas. Os procedimentos de segurança têm como objetivo:

  • Facilitar a integração e treinamento dos Recursos Humanos;
  • Reduzir a possibilidade de erro e o uso de improvisações;
  • Adequar a atualização dos recursos tecnológicos e humanos;
  • Permitir a execução de tarefas de maneira uniforme;
  • Disciplinar o comportamento das pessoas sobre a segurança;
  • Dar autonomia e autoridade para os vigilantes na execução;
  • Padronizar atividades relacionadas à segurança patrimonial.

O conteúdo do documento de procedimentos segue os mesmo princípios do Procedimento Operacional Padrão (POP). Deve ser fácil, completo e objetivo para que seja interpretado com simplicidade por todos os colaboradores da empresa.

Nestes procedimentos, é preciso conter informações suficientes para que os funcionários as usem como um guia, seguindo tal lógica.

A estrutura básica deste documento é formulada assim:

  1. Título;
  2. Objetivo;
  3. Documentos de referências;
  4. Aplicação;
  5. Descrição das etapas, executores e responsáveis;
  6. Fluxograma;
  7. Frequência de atualização;
  8. Forma que será gerado (eletrônico ou físico);
  9. Gestor responsável.

Os procedimentos devem conter as especificações das seguintes ações:

  • Atendimento telefônico feito pela segurança patrimonial;
  • Controle de chaves de portas e armários no local;
  • Entrada e saída de documentos, equipamentos de captura e de armazenamento de imagens, vídeos, som e dados, materiais, pessoas e veículos;
  • Controle e uso de aparelhos celulares (em necessidades específicas);
  • Prevenção e combate a incêndio;
  • Revista de volumes (quando necessário);
  • Rondas perimetrais e internas;
  • Rotina dos postos de serviço de segurança;
  • Processos na ausência de energia elétrica;
  • Tratamento das correspondências da corporação;
  • Decisões específicas sobre intimidações, notificações, multas e contas a pagar.

3) Má avaliação de riscos

Como a segurança privada é pauta prioritária em qualquer empresa, é necessária antes da implementação de uma avaliação de risco no meio corporativo. Ninguém é capaz de prever condições adversas. Porém, é possível garantir que o seu patrimônio e os seus funcionários estejam protegidos - caso algo ruim aconteça.

Para que a segurança aconteça de forma eficaz, não basta ter monitoramento e vigilância 24 horas. É preciso estabelecer uma série de procedimentos, como acompanhar a rotina de segurança, o controle de acesso, as rondas etc. Os fatores essenciais para que tudo ocorra bem e corretamente.

Para que você entenda e saiba se realmente estará sendo protegido(a), segue o checklist de uma avaliação de risco efetiva:

  1. Em primeiro lugar, para fazer a análise de risco, um especialista será encaminhado até a sua empresa e levantará os dados e as informações mais relevantes. É feita uma auditoria de segurança bastante completa, tanto no que se refere ao ambiente físico quanto ao comportamento de seus colaboradores, para assim avaliar o grau de vulnerabilidade da corporação;
  2. Proteções como alarmes, câmeras, cercas e outros sistemas eletrônicos também entram em análise. Cado a sua corporação não conte com esses dispositivos de segurança, a necessidade destes será avaliada. Agora, caso haja os equipamentos, será feito um estudo de eficiência para saber se estão posicionados corretamente e como estão sendo controlados;
  3. O especialista irá mensurar a necessidade de sua empresa para cada tipo de serviço que será prestado pela Seguradora Patrimonial. As necessidades variam de acordo com as necessidades e tamanho da corporação;
  4. A primeira avaliação será a perimetral, ou seja, haverá a análise das barreiras que estão atrapalhando o acesso de indivíduos não autorizados, tais como os controles, as catracas e recepções. Caso os procedimentos ainda não sejam informatizados, uma modernização será requisitada;
  5. Processos e cadastros de entrada também serão estudados. As normas de entrada, como documentação exigida, fora monitoramento e vigilância, são extremamente importantes quando se avalia o nível de exposição da corporação;
  6. Caso a sua empresa já possua um prestador de segurança patrimonial, os controles de acesso, o gerenciamento das portarias e os equipamentos usados também serão avaliados.

A ideia geral da avaliação de risco é fazer com que a segurança a ser estabelecida cause impacto, dificultando o acesso de pessoas não autorizadas e desencorajando pessoas mal intencionadas. Além, é claro, de garantir a proteção do patrimônio com o controle de perdas e prejuízos.

4) Falta de treinamento e união da equipe

Para que seja possível tornar o ambiente corporativo um lugar seguro, é necessário ter em mente que o bom desempenho da segurança privada está diretamente relacionado com a Cultura de Segurança utilizada na corporação.

Há estudos comparativos entre as empresas que possuem uma ótima gestão de segurança e as que estão com índices de sinistros acima da média. Uma das conclusões possíveis, a partir destes, é que o compromisso das pessoas que integram a equipe de segurança, tanto à corporação quanto aos companheiros de trabalho, influencia diretamente na redução dos índices de ocorrência.

O envolvimento ativo da gestão, junto com os funcionários da empresa e os profissionais de segurança, contribui com a motivação ao mostrar a preocupação com os colaboradores e o patrimônio da empresa. A participação direta dos profissionais está associada a números de sinistros mais baixos.

Este tipo de comportamento, quando parte dos supervisores, se concretiza através de troca de informações e da boa comunicação com os funcionários em temas como a Segurança no Trabalho. Prestando atenção na atuação dos profissionais e oferecendo retroalimentação de informações positiva, além de promover e dar autonomia para que os colaboradores participem ativamente na prevenção de acidentes.

Sendo assim, entendemos que o líder ativo participa das ações promotoras de segurança. É um fator que beneficia a eficiência e a qualidade da segurança privada e de todos os que integram a empresa.

Com esta disposição dos gestores à mostra, os demais colaboradores se sentem incluídos no processo de segurança patrimonial e começam a tomar frente, disseminando a cultura no seu ambiente de trabalho.

Implementando a cultura organizacional, se torna possível contar com a ajuda e dedicação dos colabores que não fazem parte da equipe de segurança em si. Isso ainda faz com que problemas pequenos, os quais normalmente não precisam de atenção especial, possam ser resolvidos sem a mobilização dos agentes de segurança.

Os benefícios trazidos ao usar uma cultura de segurança apropriada e ter a equipe unida e motivada possibilitam que a segurança patrimonial seja feita de uma forma simples e menos burocrática. Isso não significa que os procedimentos não devem ser seguidos. Afinal, com a implementação correta, todo o corpo de funcionários está consciente das ações e medidas necessárias para manter e colaborar com o bem-estar de todos os aspectos envolvidos.

Muitas vezes, durante o horário de maior intensidade na empresa, os vigilantes necessitam fazer ronda entre os setores. Durante esse translado, que leva um determinado período de tempo, é possível acontecer fatos que não podem ser identificados imediatamente. Sendo assim, com a equipe toda unida, esse tipo de informação chega em tempo zero aos agentes de segurança, possibilitando evitar roubos ou invasões e prevenindo as situações de risco dentro do ambiente corporativo.

A implementação e conscientização da Política de Segurança só traz benefícios e melhorias à empresa. Isto pode ser feito por meio de treinamentos e campanhas motivacionais que ajudam a esclarecer aos colaboradores a importância das normas, assim como a forma que elas podem beneficiar a todos os envolvidos no meio segurado. Também através dela, são transparecidos os riscos decorrentes da falta de adesão e colaboração dos funcionários. 

Para que é conscientização dê certo, é preciso que os gestores e colaboradores conheçam o ambiente empresarial para saber, de forma prática e realista, quais são os riscos que eles enfrentam no dia a dia. Essa postura consciente ajuda a formar e propagar o pensamento coletivo em segurança, fazendo com que as pessoas contribuam, em conjunto, tornando o local de trabalho mais seguro e tranquilo para todos.

Seguem alguns resultados que podem ser obtidos com a participação direta dos gestores e a conscientização e colaboração de todos os trabalhadores:

  • O líder se sente responsável pela integridade de sua equipe;
  • A valorização e o reconhecimento dos profissionais de segurança são públicos;
  • Os objetivos dos líderes passam a ter um programa de melhoria no desempenho;
  • Os gestores fornecem feedbacks aos colaboradores sobre as atividades realizadas;
  • Os líderes passam a ter visão dos perigos e proporcionar exemplos que beneficiam o ambiente e o trabalhador;
  • A conversa sobre segurança entre gestores e colaboradores se torna sistemática;
  • As opiniões e sugestões dos trabalhadores passam a ter uma maior importância;
  • As análises da gestão identificam trabalhadores com resistência aos procedimentos, e os treiná-los e conscientizá-los de maneira correta;
  • A avaliação das condições físicas e psicológicas dos colaboradores passa a ser feita antes da realização de serviços relacionados à segurança;
  • O assunto “segurança” passa a ser normal entre as pessoas envolvidas na empresa e as atitudes que colaboram com ela se tornam hábitos.

Somente levando em conta como evitar falhas de segurança privada é possível realizar, de forma eficaz, a diminuição de custo com segurança. Trata-se de um processo trabalhoso. Porém, quando comparado à importância da segurança patrimonial, se torna indispensável a análise desses 4 problemas para se implementar uma gestão de segurança precisa e com bons resultados.

Conhecer esses problemas na segurança privada te ajudou? Siga o nosso blog e fique por dentro de todas as necessidades e benefícios da segurança patrimonial.

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