Que a segurança da sua empresa deve ser tratada como máxima prioridade, não há dúvidas. Dar a devida atenção a este aspecto garante a sua tranquilidade no futuro, uma vez que haverá a certeza de que seus funcionários, bens, cargas e valores estarão protegidos de ameaças internas e externas.

Mas é evidente que essa tranquilidade só existirá se o serviço de segurança patrimonial for de qualidade - e esse fator depende diretamente da capacitação dos vigilantes contratados. E para avaliar se o profissional de segurança privada está apto a desempenhar a sua função com excelência, alguns itens devem ser levados em consideração:

  • Possuir o Certificado de Conclusão do Curso de Formação de Vigilantes;
  • Ter sido aprovado nos exames físicos e psicológicos;
  • Realizar cursos de aperfeiçoamento e reciclagem;
  • Carteira Nacional de Vigilante – CNV dentro do prazo de validade (caso possua);
  • Possuir CNH A/B é considerado um diferencial.

Como não existem vigilantes autônomos, pois todos devem estar formalmente vinculados a uma empresa de segurança privada, uma das formas de garantir que os profissionais que trabalham para a sua organização são devidamente habilitados é através da terceirização dos serviços de segurança.

Entretanto, você só atingirá esse objetivo ao contratar uma empresa especializada em segurança patrimonial idônea e regularizada, já que as clandestinas não cumprem os requisitos exigidos pela Lei 7102/83 e contratam vigilantes sem critério algum. Aproveite e relembre os problemas que a contratação de uma empresa de segurança clandestina pode trazer.

Os vigilantes que não recebem o treinamento adequado e periódico podem não estar aptos a analisar situações irregulares nos postos de serviços e nem adotar medidas preventivas e/ou corretivas de segurança.

Esse profissional desqualificado pode tomar atitudes precipitadas e colocar em risco não apenas a sua vida, mas a de todos os colaboradores da sua companhia.

Por isso é de extrema importância contratar uma empresa especializada em segurança que preze pela qualificação dos vigilantes. Também é interessante que sejam disponibilizados cursos de especialização, como de atendimento ao público, sustentabilidade, marketing pessoal e autoconhecimento; bem como treinamentos técnicos, como tiro, ronda, direção defensiva, bastão, tonfa e primeiros socorros.

Além disso, a terceirizada deve possuir conhecimento e ferramentas para avaliar o comportamento dos profissionais, sendo capaz de estabelecer um perfil e identificar se aquele vigilante possui os pré-requisitos necessários antes mesmo da contratação. Veja quais itens devem ser avaliados por meio de testes comportamentais:

  • Atenção
  • Agressividade (especialmente quando o vigilante deverá fazer uso de armamento)
  • Tomada de Decisão
  • Autocontrole
  • Estabilidade no trabalho
  • Controle emocional

Uma análise do background também é fundamental e deve incluir os postos que a pessoa ocupou, tipos da empresa onde trabalhou, segmento de atuação e se o profissional exercia funções de liderança.

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Para que seja possível avaliar esses critérios, a especializada deve realizar o processo seletivo cuidadosamente. É imprescindível também que ela se atente aos perfis de cada vigilante, pois cada posto de trabalho e cada tipo de cliente demanda competências específicas. Por exemplo: falar outro idioma, ter habilidades de relacionamento interpessoal (alguns vigilantes vão trabalhar com público e demais profissionais, enquanto outros passam a maior parte do tempo sozinhos).

É essencial que o processo seletivo seja realizado por profissionais das áreas de recursos humanos e psicologia. Assim como é importante ter vigilantes capacitados, apenas profissionais igualmente especializados em seus campos de atuação poderão analisá-los e selecioná-los adequadamente.