Metaverso aplicado à segurança de empresas

- por Security

31 de Maio de 2022

O metaverso é um dos assuntos mais comentados atualmente quando se fala em inovação. Muita gente acha que este termo está relacionado ao marketing digital ou que se trata de algo novo. Mas não é nem uma coisa nem outra. O metaverso é um espaço online coletivo compartilhado, constituído pela soma de "realidade virtual", "realidade aumentada" e "Internet", no entanto sem ser uma evolução desta.

A terminologia surgiu por volta dos anos de 1996/1997 e a verdade é que ainda estamos descobrindo sobre ele. “É como se anos atrás alguém perguntasse sobre as consequências da internet. É tudo muito novo, ainda não dá para mensurar. Mas a gente tem a percepção de que o impacto nas pessoas e empresas pode ser – e será – gigantesco. Grandes consultorias falam em um trilhão de dólares (em investimento no metaverso) para os próximos anos,  afirma o diretor de inovação e transformação digital da Accenture, Ralph Lagnado.  

Conceito com origem nos games 

O metaverso surgiu com no universo dos games e foi citado primeiro como ficção científica, no livro Snow Crash, e depois apareceu gradualmente em vários filmes, sendo um deles Matrix (1999), o que “mostra que ele só é algo novo à medida em que começa a ficar mais concreto, tangível (com a aplicação de seu universo em empresas), com mais acesso, mais próximo da gente”.  

Sob este aspecto, as empresas já estão percebendo suas vantagens. Realizar uma reunião de trabalho neste ambiente não é o mesmo que estar em uma videochamada comum, já que mesmo em locais diferentes dos demais membros da equipe, fisicamente falando, é possível estar com todos na mesma sala, sentados à mesma mesa, inclusive com possibilidade de tocar o colega, ainda que virtualmente

Para o diretor de inovação e transformação digital da Accenture, Ralph Lagnado, a grande diferença do metaverso é essa "tridimensionalidade'' na experiência. Isso tem implicações muito grandes e neste sentido o metaverso pode acabar sendo uma revolução, realmente, na experiência que a gente tem hoje de internet”

Metaverso: união de sensações

Além disso, o metaverso une experiências imersivas, interativas e sociais. Já há empresas com uso de elementos dispostos apenas nestes espaços, como por exemplo a compra de uma bolsa que pode ser adquirida e utilizada somente lá dentro do ambiente virtual, enquanto outras empresas famosas já apostam em e-commerce, vendendo no metaverso e possibilitando a retirada do produto na loja física da marca. 

As empresas ainda estão fazendo testes e utilizando plataformas diferentes para essa experiência. No entanto, já é visível uma preocupação em todas elas: a segurança quanto aos dados sensíveis. Na opinião do diretor de inovação e transformação digital os cuidados que uma empresa deve ter para segurança desses dados estão em fornecer somente o que esteja previamente autorizado pelos usuários, utilizando ferramentas de controle de acesso a todos os demais participantes e ao próprio sistema de informações corporativo, com cuidados e técnicas específicos para proteção de computadores e todas as máquinas/suportes que possam oferecer risco ou estejam propensos a possíveis ataques. “Então é preciso investir cada vez mais em tecnologia, inclusive com uso de inteligência artificial, a fim de evitar brechas”, finaliza Ralph Lagnado. 

Por enquanto as aplicações do metaverso no mundo corporativo ainda são limitadas, acontece mais em reuniões de trabalho. Mas, já há possibilidade de uso deste universo virtual por empresas de comércio, através de plataformas de e-commerce e por empresas de eventos, com realização de shows e até mesmo de cultos evangélicos.

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